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Transporte público de Eunápolis segue em impasse entre empresa e Prefeitura

O debate sobre o transporte público em Eunápolis voltou ao centro das atenções após entrevista do empresário Adelson Cirilo Santos, representante da empresa GWG, à Nova FM. Segundo ele, o sistema enfrenta um grave gargalo operacional, provocado por uma série de fatores que comprometem a sustentabilidade do serviço.

Entre os principais pontos citados estão o alto número de gratuidades — que ultrapassa 55 mil por mês —, a concorrência com aplicativos de transporte, a atuação de veículos alternativos e clandestinos, além da falta de mão de obra, que mantém parte da frota parada nas garagens.

Adelson explicou que Eunápolis adota critérios de gratuidade mais amplos do que outras cidades, como a liberação do transporte para idosos a partir dos 60 anos, enquanto em grande parte do país o benefício começa aos 65. Agentes comunitários de saúde, agentes de endemias, pacientes do CAPS e acompanhantes também utilizam o transporte gratuitamente, o que, segundo ele, gera impacto direto nas contas do sistema.

Por outro lado, a população segue insatisfeita, reclamando do valor da passagem, da ausência de melhorias, de ônibus sucateados e da falta de prazos concretos para avanços no serviço.

Durante a entrevista, o empresário reconheceu que o transporte público não está funcionando como deveria e admitiu que o sistema precisa melhorar de forma significativa. Ele afirmou já ter solicitado uma reunião com o prefeito Robério Oliveira, destacando que o transporte coletivo só consegue operar de forma eficiente com a atuação direta do poder público.

“Eu tenho consciência de que o transporte não está bom em Eunápolis. Precisa melhorar, e melhorar muito. Mas é preciso sentar com o gestor para alinhar tudo e colocar o sistema no trilho, para que atenda bem a população”, afirmou.

Adelson reforçou ainda que a empresa possui veículos suficientes para operar, mas enfrenta dificuldades para completar as linhas por falta de profissionais, problema que, segundo ele, afeta todo o país.

O impasse segue sem definição, enquanto usuários aguardam soluções concretas para um serviço essencial no dia a dia da cidade.

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