Sem apoio, sem aula: criança autista passa mais um ano fora da escola em Eunápolis
O que era para ser um direito básico virou uma luta constante para uma mãe de Eunápolis. O filho, diagnosticado com autismo nível 3 de suporte e não verbal, segue sem frequentar a escola — uma realidade que já se arrasta desde o ano passado.
Via crucial, a família não conseguiu uma vaga em uma unidade próxima de casa. A alternativa apresentada foi uma escola em outro bairro, o que exigiria deslocamento de ônibus — algo considerado inviável diante das necessidades da criança, que faz uso de medicação e precisa de cuidados específicos.
Já em 2025, a vaga finalmente foi conquistada. Mas, na prática, nada mudou.
Mesmo matriculado, o aluno não consegue frequentar as aulas por um motivo que se repete em muitas histórias semelhantes: a falta de um cuidador especializado. Sem esse profissional, a inclusão escolar simplesmente não acontece.
A mãe relata que já buscou ajuda na escola, na Secretaria de Educação e até na promotoria, mas, até agora, não recebeu uma solução concreta. Enquanto isso, o tempo segue passando — e o prejuízo no desenvolvimento da criança só aumenta.
O caso expõe uma falha grave: não basta garantir a matrícula no papel. A inclusão exige estrutura, preparo e responsabilidade.
E, mais uma vez, quem paga o preço é quem mais precisa.
