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Polícia Civil realiza Operação Harpia e desmonta esquema de furto e abate ilegal de gado no Sul e Sudoeste da Bahia

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta terça-feira (04/02/2026), a Operação Harpia, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em furto de gado, abate clandestino e comercialização ilegal de carne nas regiões Sul e Sudoeste do estado.

A ação foi coordenada pela 21ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), com sede em Itapetinga, e contou com o apoio operacional da 23ª Coorpin de Eunápolis. As investigações apontam para um esquema criminoso bem estruturado, que operava há aproximadamente cinco anos.

De acordo com a Polícia Civil, o grupo causou um prejuízo estimado em cerca de R$ 2 milhões a produtores rurais da região. O esquema envolvia proprietários de açougues, que utilizavam os próprios estabelecimentos para dar aparência de legalidade à venda de carnes provenientes de crimes, sem qualquer fiscalização sanitária.

Durante a operação, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em açougues — dois no município de Pau Brasil e doze em Porto Seguro. Além disso, seis pessoas foram presas em suas residências, localizadas nos bairros Cambolo e Baianão, além do distrito de Pindorama, em Porto Seguro.

Entre os presos está uma mulher identificada como responsável pela logística de locação dos veículos utilizados para a prática dos furtos.

As investigações revelaram que os criminosos escolhiam propriedades rurais isoladas, onde realizavam o abate dos animais durante a madrugada, diretamente no pasto, sem qualquer condição de higiene. A carne era transportada sem refrigeração adequada e comercializada a preços inferiores aos de mercado, aumentando o risco de consumo.

Além dos prejuízos financeiros aos produtores, a prática representava uma séria ameaça à saúde pública, já que os produtos não passavam por inspeção veterinária nem por controle sanitário.

Durante a ofensiva, a polícia apreendeu carnes armazenadas de forma irregular, equipamentos utilizados no abate clandestino e documentos que podem levar à identificação de outros envolvidos e receptadores. Os suspeitos devem responder por furto qualificado, crimes contra as relações de consumo e infrações sanitárias.

Com a Operação Harpia, a Polícia Civil reforça a integração entre as coordenadorias regionais e o compromisso com a proteção do setor produtivo rural e da saúde da população baiana.

Fonte: 21ª COORPIN

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