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Nota de denúncia – Médicos do Hospital Dep.Luiz Eduardo Magalhães (HDLEM), em Porto Seguro

Nota de denúncia – Médicos do Hospital Dep. Luís Eduardo Magalhães (HDLEM), Porto Seguro

Este é um relato de nós, médicos do Hospital Deputado Luís Eduardo Magalhães (HDLEM), em Porto Seguro. Estamos falando de forma anônima por medo de retaliações, já que profissionais que tentaram se posicionar anteriormente foram desligados sem explicação.

Queremos deixar claro: não estamos pedindo privilégios. Estamos lutando apenas pelo básico — condições dignas de trabalho e o direito de receber em dia.

Mesmo após a troca da empresa gestora pelo Governo do Estado, com promessas de melhorias, a realidade continua sendo difícil. Falta insumo, falta medicamento, falta material para cirurgias. Temos um tomógrafo quebrado há mais de seis meses, o que atrasa diagnósticos importantes na urgência e emergência. Quando não conseguimos realizar procedimentos aqui, ainda enfrentamos a demora para transferir pacientes. Quem sofre com tudo isso é sempre o paciente.

Além disso, fomos surpreendidos com a informação de que o pagamento referente ao mês de fevereiro só será feito após o dia 25 de abril. Sem explicações, sem diálogo. Apenas uma imposição. Como se não tivéssemos contas, compromissos e responsabilidades.

O clima dentro do hospital é de medo. Existe receio em se mobilizar ou cobrar melhorias, porque já vimos colegas serem demitidos por isso. Diversos profissionais, médicos e não médicos, foram desligados sem justificativa.

A situação chegou a um ponto crítico no setor de ginecologia e obstetrícia, que quase foi fechado por falta de profissionais. Foi necessária a contratação emergencial de uma empresa terceirizada, com médicos submetidos a jornadas prolongadas, o que levanta preocupações quanto à qualidade e à legalidade desse regime de trabalho.

Estamos exaustos, preocupados e, acima de tudo, cobrando respeito. Trabalhamos por vocação, mas também dependemos disso para viver.

Pedimos às autoridades, gestores e representantes públicos que olhem para essa situação com seriedade e empatia. Não estamos pedindo mais do que é justo.
Atenciosamente,
Médicos do HDLEM

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