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Moraes vota para condenar núcleo 4 e investigar Valdemar

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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes votou para condenar todos os sete réus do núcleo 4 por participação em suposto plano de golpe de Estado. O voto ocorreu nesta terça-feira (21). O ministro ainda pediu reabertura do inquérito que investiga o presidente do PL, Valdemar Costa Neto por crimes contra a democracia, em razão de representação do partido pedindo averiguação das urnas eletrônicas.

Os réus do núcleo 4 são:

  • Ailton Moraes Barros, ex-major do Exército;
  • Ângelo Denicoli, major da reserva do Exército;
  • Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal;
  • Giancarlo Rodrigues, subtenente do Exército;
  • Guilherme Almeida, tenente-coronel do Exército;
  • Marcelo Bormevet, agente da Polícia Federal;
  • Reginaldo Abreu, coronel do Exército;

Em relação a Carlos Moretzsohn, Moraes considerou que há dúvida sobre o crime de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado, e decidiu excluir esses crimes. Ficaram, para ele, os crimes de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Os demais réus foram condenados por todos os crimes.

A condenação, no entanto, depende de voto de pelo menos mais dois dos cinco ministros da Primeira Turma. Moraes considerou que havia uma organização criminosa, composta por hierarquia e regularidade, chefiada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), da qual o núcleo 4 seria parte. O núcleo 4 seria o responsável por criar “desinformação” sobre o sistema eleitoral. O intuito seria, nas palavras de Moraes “deslegitimar a Justiça Eleitoral e o Poder Judiciário”, a fim de obter apoio de militares e da população ao suposto golpe.

De acordo com o relator, existem provas suficientes de autoria e materialidade dos crimes. Além disso, lembrou o julgamento do núcleo 1, que entendeu a ocorrência dos crimes. Segundo o ministro, a instrução do núcleo 1 serviria de subsídio para formar o entendimento deste núcleo.

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Moraes pede reabertura de investigação contra Valdemar Costa Neto

Moraes chamou de “bizarra” a representação do PL ao Tribunal Superior Eleitoral para verificação das urnas eletrônicas. Para ele, o intuito era de gerar animosidade, pedindo a anulação dos votos de metade das urnas, apenas as fabricadas antes de 2020.

Moraes lembrou que mandou que o PL acrescentasse à verificação também o segundo turno e as eleições para deputados e senadores. Com a recusa, o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral condenou o partido por litigância de má-fé, multando-o em quase R$ 23 milhões.

Ainda de acordo com Moraes, o partido mente, dizendo que a multa foi uma decisão monocrática. Segundo o ministro, houve confirmação da decisão em plenário.

Fonte: Gazeta do Povo

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