A deputada estadual Cláudia Oliveira tem avaliado, nos bastidores, a possibilidade de deixar o PSD diante das projeções para a próxima eleição. A discussão não envolve divergências ideológicas, mas sim uma leitura do cenário eleitoral que começa a se desenhar para 2026.
Eleita com 49.944 votos, Cláudia conquistou seu mandato dentro da lógica do sistema proporcional, beneficiada pelo desempenho coletivo do partido na última eleição. Naquele pleito, o PSD superou as expectativas e ampliou sua bancada na Assembleia Legislativa, o que permitiu a entrada de candidatos que ficaram nas últimas posições da lista partidária.
O contexto atual, no entanto, é diferente. Avaliações internas indicam que o partido deverá enfrentar uma disputa mais acirrada, com exigência de votações mais elevadas para garantir cadeira no Legislativo. Esse novo cenário tem levado parlamentares a reavaliar estratégias, alianças e perspectivas de permanência nas siglas.
A possível saída de Cláudia Oliveira do PSD se insere nesse movimento mais amplo de reorganização política típico do período pré-eleitoral. Trata-se de uma decisão que reflete a dinâmica do sistema partidário brasileiro, no qual mudanças de legenda são frequentemente utilizadas como ferramenta de adaptação às condições eleitorais, sem que isso represente, necessariamente, ruptura política ou ideológica.
