PUBLICIDADE

Anúncio não encontrado.

Janeiro Roxo: médica alerta sobre hanseníase, prevenção e combate ao preconceito

Durante entrevista ao programa Encontro com Taísa Moura, a médica Dra. Valéria Duarte falou sobre a hanseníase, destacando a importância da informação, do diagnóstico precoce e do enfrentamento ao preconceito que ainda cerca a doença. O tema ganha destaque no mês de janeiro, marcado pela campanha Janeiro Roxo, voltada à conscientização da população.

Dra. Valéria explicou que a hanseníase, conhecida no passado por um nome que carregava forte estigma social, é uma doença tratável e que o preconceito ainda é um dos maiores desafios no combate. Médica de Saúde da Família e clínica geral, ela atua há anos na rede pública, em postos de saúde, no SAMU e no Centro Regional, acompanhando de perto pacientes com a doença.

Um dos principais alertas feitos pela médica é sobre os sinais e sintomas. Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas na pele, principalmente quando apresentam perda de sensibilidade, são o principal sinal de alerta. “Mancha dormente, até prova em contrário, é hanseníase”, ressaltou a profissional, reforçando que o diagnóstico pode ser clínico e que o tratamento não deve ser adiado quando há suspeita.

Segundo a Dra. Valéria, embora existam exames específicos previstos em protocolo, o mais importante é o olhar atento do profissional de saúde e a busca imediata por atendimento ao perceber alterações na pele. Ela também destacou que a hanseníase atinge os nervos da pele, o que provoca a diminuição ou perda da sensibilidade ao toque, à dor, ao calor ou ao frio.

Durante a entrevista, a médica orientou que a própria pessoa pode fazer testes simples em casa, como tocar a mancha com a ponta de uma caneta, um palito de madeira ou até usar algodão com álcool e observar se sente a sensação de frio. A ausência de sensibilidade é um sinal importante para procurar imediatamente uma unidade de saúde.

A entrevista reforçou ainda que a hanseníase tem cura, o tratamento é gratuito pelo SUS e o diagnóstico precoce evita sequelas. Informação, atenção aos sinais e combate ao preconceito são fundamentais para enfrentar a doença e garantir mais qualidade de vida à população.

Leia mais

PUBLICIDADE