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Grávida e mãe, jovem ligada ao PL relata ameaças de morte após denunciar esquerdistas

Em entrevista ao Diário do Poder, a presidente do Partido Liberal Jovem Amazonas, Beatriz Darley, detalhou a polêmica envolvendo cartazes considerados antissemitas e indentificados pelo grupo como publicados por pessoas ligadas a esquerda na Universidade Federal do Amazonas (UFAM).

Entre os conteúdos exibidos, foi relatado a presença de uma suástica inserida dentro da estrela de Davi, símbolo do judaísmo. Para a denunciante, a imagem faz referência direta ao regime nazista, responsável pelo extermínio de milhões de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

“Todo mundo que tem o mínimo de conhecimento de história consegue entender o significado disso. Era claramente um sinal de antissemitismo”, afirmou.

Beatriz relatou que após sair do local e protestar contra os cartazes, um indivíduo teria anotado a placa de seu veículo e feito ameaças diretas e misóginas:

“Ele olhou para mim e falou: ‘Sua ridícula, eu vou encontrar você’. Eu não preciso ser uma grande entendedora de direito para entender que isso é uma ameaça”, declarou.

A mulher, que relatou estar grávida de três meses, estava acompanhada por outras pessoas, entre elas duas mulheres, dois homens e um adolescente menor de idade. De acordo com o depoimento, o homem teria seguido o grupo segurando uma garrafa térmica metálica, enquanto questionava as gravações feitas no local.

A denunciante também criticou mais reações misóginas recebidas nas redes sociais. Segundo ela, houve pessoas que minimizaram ou até defenderam a atitude do homem: “Disseram que ele fez pouco, que deveria ter batido em mim”.

E as ameaças não pararam. Conforme Beatriz, até o seu filho, de apenas 6 anos de idade, passou a ser ameaçado: “Envolveram uma criança. Isso mexeu muito comigo. Eu tenho muito orgulho de ser mãe, mas começaram a ameaçar até o meu filho”.

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