PUBLICIDADE

Anúncio não encontrado.

Aumento absurdo da taxa de iluminação pública causa revolta na população e evidencia a diferença entre a gestão passada e a atual

A Câmara Municipal de Eunápolis aprovou, em regime de urgência, a criação da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (COSIP), nova taxa que incidirá sobre consumidores residenciais e comerciais. O projeto, enviado pelo Executivo de Robério Oliveira, foi aprovado com a maioria governista e apenas três vereadores contrários, impedindo a realização de debates mais amplos com a sociedade e o setor produtivo.

Durante a gestão da ex‑prefeita Cordélia Torres, a taxa de iluminação pública manteve‑se estável por quatro anos consecutivos, com reajustes anuais limitados a 3 % e amplamente discutidos em audiências públicas. Os recursos foram aplicados na modernização da rede e na ampliação do serviço em áreas rurais, com transparência nas planilhas de custos divulgadas ao público.

Em contraste, a proposta de Robério Oliveira prevê um aumento médio de 18 % na conta de luz dos eunapolitanos, sem que haja, até o momento, um plano detalhado de destinação dos recursos. A medida foi aprovada sem a aceitação de emendas que buscavam reduzir o impacto sobre famílias de baixa renda e pequenos comerciantes. A falta de diálogo foi reforçada pelo voto em bloco da bancada governista, que rejeitou todas as sugestões da oposição.

Tabela de impacto (valores aproximados)

Compare as taxas aprovadas por Cordélia e as taxas que o prefeito Robério e seus vereadores aprovaram.

Comércio que consome entre 651 kWh e 1 000 kWh:
– Na gestão Cordélia: R$ 72,00
– Na atual gestão Robério: R$ 368,59

Consumo acima de 2 000 kWh:
– Na gestão Cordélia: R$ 140,00
– Na atual gestão Robério: R$ 552,00 – aumento de 294 %

A diferença entre as duas gestões fica ainda mais clara quando se observam os números: enquanto na gestão Torres a conta média de luz para uma residência de 200 kWh girava em torno de R$ 45,00, a nova COSIP eleva esse valor para cerca de R$ 53,00, representando um acréscimo de quase 20 % em um único ciclo de cobrança. Para comerciantes, o aumento pode chegar a 25 %, comprometendo ainda mais a competitividade local.

Leia mais

PUBLICIDADE