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As promessas que não saem do papel: Pacote de obras de Jerônimo levanta desconfianças às vésperas das eleições

O recente anúncio do governador Jerônimo Rodrigues sobre um pacote de investimentos de R$ 1,55 bilhão, com a previsão de mais de 670 obras em 279 municípios baianos, foi amplamente divulgado por veículos alinhados ao governo como um marco de desenvolvimento para o estado.

No entanto, fora da narrativa oficial, o discurso levanta um questionamento que ecoa entre a população: quantas dessas obras realmente sairão do papel?

Historicamente, a Bahia tem sido palco de anúncios grandiosos em períodos estratégicos, principalmente próximos a disputas eleitorais. O próprio pacote divulgado inclui obras ainda em fase de licitação, convênios e promessas de execução futura, ou seja, grande parte sequer iniciou.

Além disso, declarações do próprio governo indicam que parte dessas intervenções ainda depende de etapas administrativas, podendo levar meses para começar.

Casos recentes reforçam o ceticismo da população. Projetos de infraestrutura anunciados em gestões anteriores seguem com atrasos significativos ou sequer foram finalizados, gerando prejuízos e indignação. Há registros de obras com prazos extrapolados e impactos diretos na segurança e mobilidade da população.

Esse cenário alimenta a percepção de que muitos anúncios acabam funcionando mais como estratégia política do que como entregas concretas.

Não é coincidência que grandes pacotes de investimentos sejam anunciados justamente em ano pré-eleitoral. A movimentação reforça a leitura de que o governo tenta criar uma sensação de avanço e desenvolvimento, mesmo quando boa parte das ações ainda está no papel.

Nos bastidores da política baiana, o clima é de preocupação dentro do grupo governista. O crescimento da oposição, especialmente com a força da dupla ACM Neto e Zé Cocá, tem provocado reações cada vez mais intensas.

Enquanto o governo destaca números bilionários e centenas de obras, a população cobra resultados visíveis no dia a dia: estradas concluídas, hospitais funcionando plenamente, segurança e qualidade de vida.

A distância entre o anúncio e a entrega é o ponto central desse debate.

Mais do que números, o que está em jogo é a credibilidade.

E, ao que tudo indica, o eleitor baiano está cada vez mais atento.

 

 

 

Fonte GNBAHIA

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