Inacreditável: 90 dias sem transporte público em Eunápolis e prejuízos só aumentam
O que parecia temporário se transformou em um verdadeiro caos urbano. Eunápolis, no sul da Bahia, chega a quase 90 dias sem transporte público coletivo, deixando a população diante de uma realidade dura, cansativa e cada vez mais revoltante.
A ausência dos ônibus escancarou um problema que atinge diretamente quem mais precisa. Trabalhadores enfrentam jornadas ainda mais longas, saindo de casa de madrugada para conseguir chegar ao serviço. Muitos passaram a gastar boa parte do salário com mototáxis e carros por aplicativo, enquanto outros simplesmente não conseguem arcar com os custos — e acabam faltando ou até perdendo o emprego.
O comércio também sente o impacto. Com a dificuldade de locomoção, o movimento caiu e os prejuízos se acumulam. Pequenos empreendedores relatam dias fracos, queda nas vendas e incerteza sobre como manter as portas abertas diante de uma situação que parece não ter prazo para acabar.
Na educação, o cenário preocupa. Estudantes enfrentam obstáculos diários para chegar às escolas e instituições de ensino. A dificuldade é tanta que, em meio ao desespero, alunos do IFBA chegaram a realizar um protesto cobrando solução para o problema — um reflexo claro do quanto a situação já ultrapassou todos os limites.
E os prejuízos não param por aí. Consultas médicas são perdidas, compromissos deixados de lado e bairros mais afastados ficam praticamente isolados. A população, cansada, segue se virando como pode: caminhando longas distâncias, dependendo de caronas ou pagando caro por alternativas.
Após três meses de crise, a sensação é de abandono.
Sem respostas concretas e com o problema se arrastando, Eunápolis vive dias difíceis — onde o direito básico de ir e vir deixou de existir. E enquanto nenhuma solução definitiva aparece, quem paga a conta, mais uma vez, é o povo.
