PUBLICIDADE

Anúncio não encontrado.

Escola no Pequi inicia ano letivo sem condições de funcionamento

A situação da Escola Municipal Nilza Barbosa, no bairro Pequi, escancara um problema que vai além de paredes rachadas e banheiros quebrados: trata-se do respeito — ou da falta dele — com alunos, pais e profissionais da educação.

O ano letivo começou, mas as aulas não. Crianças chegaram animadas para o primeiro dia, cheias de expectativas, e voltaram para casa frustradas. O motivo? Falta de condições básicas para funcionamento. Segundo denúncias de responsáveis, o cenário encontrado foi de sujeira, piscina com água verde e presença de mosquitos, banheiros danificados — alguns sem portas —, teto com rachaduras e risco estrutural, além de rampa sem proteção adequada.

É inadmissível que uma unidade escolar receba pintura externa para aparentar normalidade enquanto, internamente, enfrenta problemas estruturais graves. Educação não é fachada. Não se constrói ensino de qualidade maquiando paredes e ignorando riscos que podem comprometer a segurança das crianças.

Pais relatam que já houve acidente anterior envolvendo aluno na rampa da escola. Ainda assim, nenhuma medida eficaz teria sido tomada para evitar novos episódios. A pergunta que fica é: será preciso esperar algo mais grave acontecer para que providências sejam adotadas?

A escola dispõe de estrutura que poderia ser bem aproveitada, como piscina e ginásio, mas, segundo os relatos, os espaços estariam abandonados ou subutilizados. Isso revela não apenas falha de manutenção, mas também de gestão.

Educação é prioridade no discurso. Mas, na prática, o que se vê é descaso. Crianças não podem ser expostas a ambientes insalubres ou inseguros. O poder público precisa se posicionar com urgência, apresentar um plano concreto de solução e, principalmente, respeitar o direito dos estudantes a uma educação digna e segura.

A comunidade do Pequi cobra respostas — e com razão.

Leia mais

PUBLICIDADE