Um grupo de educadores e candidatos que participaram do recente processo seletivo da rede municipal de Eunápolis tornou pública uma carta aberta em que manifesta forte insatisfação com as regras adotadas no certame. O documento, encaminhado à Secretaria Municipal de Educação e aos responsáveis pela seleção, reúne críticas que expressam o clima de insegurança e indignação vivido pela categoria.
Entre as principais reclamações está a retirada da regência de classe, direito tradicionalmente assegurado aos profissionais da educação. De acordo com os signatários da carta, a medida representa um retrocesso, pois desvaloriza o trabalho docente e pode comprometer a qualidade do ensino oferecido à população. Para os educadores, a regência não é apenas um complemento salarial, mas também um reconhecimento da atividade pedagógica exercida em sala de aula.
Outro ponto destacado é a burocracia considerada excessiva no processo de inscrição. Os profissionais relatam exigências desproporcionais, prazos pouco claros e dificuldades técnicas, fatores que, segundo eles, acabam restringindo a participação dos candidatos. Na avaliação do grupo, essas práticas afrontam princípios básicos como legalidade, transparência e igualdade de condições, indispensáveis em qualquer seleção pública.
Na carta, os educadores reforçam que a educação deve ser conduzida com respeito, diálogo e responsabilidade. Para a categoria, a combinação de entraves burocráticos e retirada de direitos demonstra falta de sensibilidade e de escuta por parte da gestão.
Diante do cenário, os profissionais cobram medidas urgentes, como a revisão do corte da regência de classe, maior simplicidade e clareza nas inscrições, transparência nos critérios de avaliação e respeito à legislação vigente. Eles afirmam que permanecerão mobilizados e atentos, buscando caminhos legais e institucionais para assegurar seus direitos e a valorização da educação pública.
O texto também relembra a atuação da ex-presidente do sindicato da categoria, Jovita, reconhecida pela defesa firme dos trabalhadores da educação, ressaltando a importância de uma representação sindical forte em momentos de impasse como o atual.
